Ele tem aquele jeito de quem presta atenção e e viaja ao mesmo tempo. E aquele olhar triste que brilha passeando nos assuntos aleatórios. Existe uma angustia velada naquele rosto, que se transforma em sorriso bobo todas as vezes que entra nas suas aventuras. Que transborda de essência própria e trás fascínio a quem quer que esteja observando.
Ele é cheio de histórias, livros e filmes que já te encantam só pelo impeto que transmite quando fala. Ele é musica, que passeia nos pensamentos e te leva pra lugares que você nem imaginava que existia, de arrebatamento à inquietude, de dengo à desencanto.
Mas ele te afaga e te afasta, como criança que precisa de um beijo na ferida pra aliviar a dor e depois volta a brincar com o joelho ensanguentado. Ele é todo cura, e é todo ressaca de domingo.
Ele é suplício, é devaneio, é amor de cinco minutos. Ele se abre e se fecha, como uma caixinha de musica, que canta e te encanta pra depois se silenciar. Ele é gente passageira, mas que passa pra ficar. É brisa fresca em dia quente, que alivia sem perdurar.


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